quarta-feira, 26 de maio de 2010

Extra do box de DVDs da sexta temporada terá Hurley e Ben guardando a ilha

Mesmo sem precisarmos de qualquer aperitivo para termos a sexta temporada em DVD, vem Michael Emerson abrir ainda mais nosso apetite para o box!

O intérprete de Benjamin Linus disse à colunista do E!Online Kristin dos Santos que a caixa trará uma cena longa mostrando Ben e Hurley na Ilha após a incrível cena final – ou seja, como os novos números 1 e 2 do local.

“Vocês podem considerar um epílogo. Uma cena perdida. São 12 ou 14 minutos que abrem uma janela naquele período desconhecido em que Hurley se torna o guardião e o fim da série”
, descreveu Emerson, que tratou de eliminar qualquer chance de spin-off na sequência: “A cena se resolve. No entanto, é um rico período na mitologia da série que nunca foi explorado, então sabe-se lá o que virá dele”.

Ao comentar a notícia, Kristin dos Santos cogitou uma possibilidade interessante: a de Hurley e Ben se encontrarem com Walt – que, como a própria jornalista informou, deverá aparecer ou pelo menos ser mencionado no DVD. Só que um pequeno detalhe: ao dar sua opinião, Kristin usou a expressão “spoiler”. Hummm…

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

O nome do Homem de Preto e mais respostas (em DVD e videochat)

“Lost” acabou, mas as informações sobre a melhor série de todos os tempos, não: os produtores executivos e principais roteiristas de “Lost”, Damon Lindelof e Carlton Cuse, contaram em entrevista publicada no site da MTV que um dos extras do box de DVDs da sexta temporada trará mais respostas.

“Gravamos um extra em que, de um jeito divertido, respondemos algumas coisas que não foram contadas na série”, disse Lindelof.

Ainda sobre respostas, temos mais: a colunista do E!Online Kristin dos Santos fez um videochat com fãs da série, em que respondeu a algumas questões por eles levantadas, de acordo com que os próprios produtores executivos e principais roteiristas de “Lost”, Damon Lindelof e Carlton Cuse, lhe contaram. O vídeo está aqui abaixo e, adiante e em tópicos o que ela contou.

- Lembram do “Help Me” (”Ajude-me”) ouvido por John Locke na suposta cabana de Jacob? Kristin revelou que aquela voz era de Christian Shephard, no corpo do Homem de Preto – inclusive, foi o próprio ator John Terry que gravou aquela fala.

(Eu continuo achando que o Monstro de Fumaça era o Monstro e não o Homem de Preto, mas tudo bem…)

- Nós saberemos o que aconteceu com Walt no DVD da sexta temporada – ou seja, o filho de Michael deve ser um dos tópicos do tal extra comentado por “Darlton”.

- O Kwon da lista de Jacob era Jin, pois Sun também era uma mãe e foi desconsiderada por Jacob, a exemplo do que ele fez com Kate.

- Quem seria o nº 108 do mecanismo do Farol? Não interessa, segundo Kristin, porque, segundo os produtores, o que importava de fato era que Jack fosse até o Farol entender o que ele devia fazer.

- A jornalista disse que havia sim um nome para o Homem de Preto nos scripts: Samuel, que significa “Homem de Deus”, batizado assim pela mãe adotiva dos gêmeos por achar que ele era o predestinado a ser guardião da Ilha.

- Kristin e os fãs presentes discutiram sobre Eloíse Hawking, e juntos chegaram à conclusão de que era a mãe de Faraday que não estava preparada para seguir adiante.

- Durante os créditos finais da série, foram mostradas cenas dos destroços do voo 815 – o que levou muitos fãs a cogitarem que isso seria uma dica de que todos morreram no acidente. Kristin negou veementemente essa possibilidade; e mais tarde Lindelof e Cuse disseram que aquelas imagens foram tão somente uma forma de “descompressão” do público, fazendo uma transição mais amena e menos impactante da cena final de “Lost” para a exibição do noticiário da ABC.

- Kristin confirmou a propriedade da Ilha de mudar seu clima de acordo conforme o “estado emocional” dos acontecimentos ocorridos nela.

- A colunista ainda opinou sobre os números, dizendo que, para ela, eles serviram a dois propósitos: apontar os seis candidatos remanescentes e associar a soma deles (108) ao que aconteceria caso o Monstro de Fumaça saísse da ilha – algo sugerido quando os números levaram Hurley a ganhar a loteria, mas deu muita infelicidade ao Dude também.

***

Só lembrando: a caixa de DVDs da sexta temporada está previsto para ser lançado por aqui em outubro. Mal vejo a hora de tê-la!

***

O podcast Lost in Lost #100 vem no fim da semana!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

terça-feira, 25 de maio de 2010

Neste sábado, Lost in Lost+Dude, We Are Lost em evento no Rio

(Antes de qualquer coisa: quem ainda não viu os comentários sobre o episódio final, “The End”, eles estão no post abaixo!)

“Lost” acabou. E agora? Hora de me juntar a dois amigos queridos em torno de uma mesa redonda – e diante de outros tantos! – para falar da melhor série de todos os tempos… Ah, e sortear uns brindes bacaníssimas também…

O Lost in Lost e o Dude, We Are Lost estão organizando “O fim de ‘Lost’ e o nascimento de um ícone pop”.

O evento vai rolar neste sábado, 29 de maio, às 16 horas na Livraria da Travessa do BarraShopping, aqui no Rio de Janeiro. Além de uma conversa sobre a série e seu desfecho, teremos depoimentos em vídeo de fãs da trama contando seu envolvimento com “Lost. Bacana, hein?

Muito, muito importante: cheguem bem cedo. Além do salão em que ocorrerá o evento, a Travessa está planejando pôr cadeiras extras fora dele. Os lugares prometem ser muito concorridos!

ATUALIZADO: Para quem tem laptop e/ou smartphone, uma novidade: teremos conexão wi-fi no evento! Aos usuários do Twitter, vamos usar a hashtag #eventoLost .

Sobre os objetos sorteados, camisetas, perfumes e até doces Dharma; mas só vai participar dele quem estiver presente ao evento e preencher o cadastro abaixo:

Carregando…

Abaixo, repasso as infos principais:

O FIM DE “LOST” E O NASCIMENTO DE UM ÍCONE POP
Dia 29 de maio, às 16h, na Livraria da Travessa do BarraShopping – Rio de Janeiro
IMPORTANTE: Como o espaço na livraria é limitado, cheguem cedo para garantir seus lugares!

APOIO:

AXN

TRAVESSA

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

“The End” – A Nossa Grande Odisseia

(Com SPOILERS! para quem não viu o episódio)

“Onde estamos, pai?”

“Esse é um lugar em que todos vocês criaram juntos para que pudessem encontrar uns aos outros. A parte mais importante de sua vida foi o tempo em que você passou com essas pessoas. É por isso que todos vocês estão aqui. Ninguém consegue fazê-lo sozinho, Jack. Você precisava de todos eles, e eles todos precisavam de você”.

“Para quê?”

“Para se lembrarem… e para seguir adiante”.

O que faz isso tudo por que passamos, sentimos, experimentamos valer a pena? Minha resposta é direta: por acreditar em que tudo acontece por um motivo e que por trás desta gigante e inexplicável razão existe a simples necessidade de encontrarmos a felicidade. Estas são duas verdades pessoais que trago comigo desde antes de “Lost” e que foram erguidas como nunca em “The End”, o emocionante e inesquecível desfecho da série.

De seu início à comovente cena final, no ocaso de uma odisseia, “Lost” consagra a certeza de que, por incríveis seis temporadas, vivenciamos uma fábula sublime e unicamente grandiosa a respeito de nossa busca pela felicidade, procura ora consciente ora inconsciente, mas nunca de fato estagnada. Uma luz que, em tese, deveria nos ser facilmente encontrável por estarmos frequentemente mergulhados no escuro, mas que por muitas ocasiões desaparece por nos deixarmos cegar por este breu que é tão humano quanto os personagens que nos conduziram, através de suas jornadas, por um encontro com nossas próprias histórias.

“The End” comprova um ritual de seis anos de duração em que nos foi dada uma chance, uma escolha: a de nós e eles nos tornarmos um só. E, uma vez fechado o livro, me sinto plenamente feliz por ter me servido do copo e ver que não estive, ver que não estou sozinho. Muitos, somos Locke em crenças inabaláveis; somos Hurley no amor à inocência; somos Sawyer quando ora renunciamos, ora revelamos o que trazemos; somos Kate ao acertarmos errando; somos Sayid ao encontrar pesadelos que contam nossa história mas não nos mostram; somos Charlie ao sucumbirmos diante de nossas fraquezas e ao conseguirmos nos fortalecer diante delas; somos Desmond na luta pelos amores que nos dão constantes de vida; somos Jack em transformações que, mesmo em morte, nos apontam a direção.

Em seu encerramento, “Lost” desfaz-se em definitivo de supostos embates para atar laços fundamentais: ciência como caminho para chegarmos à fé, esse patamar alcançável de uma força que nos transcende; e livre arbítrio que nos permite antecipar ou retardar o destino, que se torna dharma ou karma de acordo com o que merecemos. Tudo ao sabor da epopeia de nossos personagens, contada através deles; vivida por todos nós, losties que sempre fomos.

E por fim, nem a mais generosa noção do nosso merecimento poderia antecipar a força e o sentido das lágrimas dos momentos finais, donas da mais pura e alcançável felicidade. Nada vai nos roubar a emoção de estar naqueles abraços que celebraram o amor e a paz que envolvem os que seguem juntos dos seus para um voo maior. Nada vai nos tirar a sensação de que, após uma saga de dúvidas e fé, desilusão e esperança, quando os olhos se fecharam, a luz de “Lost” se fez presente não pela última e mais bela vez, mas para sempre. Para todo o sempre.


***

A luz, a caverna, o voo 815, a realidade paralela. Vida, morte e renascimento. Respostas e explicações objetivas. Tem mais no podcast Lost in Lost #100. Até!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Apanhado Pós-Lost: músicas no Rock Band+Uma recusa+Pôsteres da série!

(Com SPOILERS! para quem não viu o episódio)

Antes de qualquer coisa, repito: mais tarde teremos os comentários de “The End”!

Logo abaixo, três informações sobre nossa série favorita – uma delas diretamente relacionada ao fim dela…

- MR. EKO DISSE NÃO - Sentiram falta de Mr. Eko na despedida de “Lost”? Pois a culpa foi inteiramente dele – quer dizer, de seu intérprete.

A colunista do E!Online Kristin dos Santos contou que foi feito ao ator Adewale Akkinuoye-Agbaje, que viveu Eko, um convite para aparecer na temporada final, mas que ele pediu nada menos do que cinco – cinco – vezes o valor oferecido.

Se isso for verdade, quanta idiotice, Agbaje.

- “LOST” NO ROCKBAND! - Segundo o site T3.com, as bandas de “Lost” deverão ter músicas no novo Rock Band – a saber, as canções são “You All Everybody”, da Driveshaft, e “Dharma Lady”, da Geronimo Jackson. Tudo downloadeável via Wii, PS3 e XBox. Cool!

- NOVOS PÔSTERES DE “LOST’ À VENDA - A ABC Store está vendendo em sua loja virtual uma série de pôsteres de “Lost”. As imagens foram feitas pelo artista Ty Mattson e se encontram aqui. Acho que vou arrematar um…

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

Aloha To “Lost”: Jimmy Kimmel e o elenco falam da série + os 3 “finais alternativos”

(Com SPOILERS! para quem não viu o fim da série)

Assistam antes que tirem do ar! Os dois primeiros vídeos, pra falar a verdade, não trazem qualquer pergunta bacana, exceto uma do próprio Kimmel para Terry O’Quinn sobre a natureza do Monstro de Fumaça:


Vídeos por SelenaMiley987

E abaixo, os três “finais alternativos” bolados por Damon Lindelof e Carlton Cuse – e estão entre aspas porque não passam de piadas:

De qual vocês gostaram mais? Meu favorito é o primeiro, de longe. Mas o mais legal é a prova do bom humor do elenco e dos produtores de “Lost”.

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

Sem Resumão de “The End”…mas com Lostpedia!

Amigos,

Nesta madrugada não teremos o resumão de “The End”; em compensação, todas as informações sobre o episódio final da série estão neste link aqui da Lostpedia – em português, claro. Namastê!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

domingo, 23 de maio de 2010

Videochat Lost in Lost agora no ar!

Cliquem aqui e acompanhem!

Lerei mensagens ao vivo de vocês na sala de chat do USTream e as enviadas para o Twitter do Lost in Lost. Participem e divulguem!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

Sem spoilers do episódio final, respeitando os autores

Com a palavra, Damon Lindelof, produtor executivo, co-criador e principal roteirista de “Lost”:

“Pessoal. Coisas começarão a vazar. Resistam. É véspera de Natal. Vocês chegaram até aqui. Não leiam nada. VIVAM A EXPERIÊNCIA DA SÉRIE. Por favor”.

O tweet de Lindelof veio hoje, mas o Lost in Lost já estava resolvido a não postar spoilers não-oficiais – ou seja, aqueles permitidos e exibidos pela própria emissora e pelos autores, como os promos e cenas. Afinal, falta muito pouco… Certo?

E daqui a pouco tem videochat. Confiram no post abaixo!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

Chegou o dia. “The End”. E que tal um videochat?


(Via fuckyeahlost / vuduehprajacu)

Chegamos ao dia em que nos despediremos da série. “The End” será exibido hoje nos EUA e nos computadores de todo o mundo a partir das 22h, horário de Brasília. Estão prontos?

Como vocês sabem, disponibilizei hoje o podcast Lost in Lost #99 e a Raspa do Tacho de “What They Died For” como aquecimento. Mas não o ÚNICO aquecimento Lost in Lost não!

Por isso, convido vocês a se juntarem a mim num videochat que começará hoje às 18h neste link aqui. E peço a vocês pra não trazerem só perguntas, mas opiniões e depoimentos sobre o que Lost representa para vocês. Certo?

Então, até às 18h! E quem sabe não rolam umas surpresas no blog até lá? Namastê! :)

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

A Raspa do Tacho de “What They Died For”

(Com SPOILERS! para quem não viu o episódio)

Horas antes do grande fim de “Lost”, momento de raspar um pouco mais deste penúltimo episódio…

- Começo com uma pergunta: o que há nas caixas de Widmore dentro da canoa?

- No podcast comentei sobre a corrupção de Ana Lucia ao aceitar os US$125 mil de Hurley; porém, há outro fator a se considerar sobre a atitude de libertar Sayid, Kate e Desmond: certamente a intuição dela a influenciou em algum grau a aceitar a proposta do Brotha e a grana do Dude… ainda que, neste momento, ela possa pensar que esteja sendo movida apenas pelo dinheiro.

- Mais sobre Ana Lucia: o “ainda não é o momento” dito sobre ela por Desmond a Hurley pode ser comparado ao que Eloise Widmore disse a Desmond quando ele quis saber mais sobre Penny.

- Só para não deixar passar batido, a foto dos Shephards!

- Muito bom o comentário de Sawyer sobre os “delírios de divindade” de Jacob – um jeito sarcástico de expôr o que nós mesmos pensamos sobre ele por tanto tempo. Tudo bem que a observação foi meio fora de hora – tanto é que toma uma chamada light de Kate.

- E falando em ironia, quem percebeu a fala de Rousseau para Ben sobre o convite para jantar? “Nem que eu tenha que te sequestrar” foi outro toque de humor do episódio, numa referência ao rapto de Alex e à captura do falso Henry Gale…

***
Algo mais! Daqui a pouco, outras novidades por aqui nesse dia especial. Até!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

Podcast Lost in Lost #99

NESTA EDIÇÃO: Os comentários sobre “What They Died For”, 16º episódio da sexta temporada, o penúltimo da série… e e-mails dos leitores/ouvintes!

CLIQUEM AQUI PARA BAIXAR o podcast OU na setinha para baixo que aparece à direita no menu do player de streaming abaixo:

Perguntas, dúvidas, teorias, sugestões etc.? Enviem seus e-mails que, só para variar, vou separar alguns para ler no próximo podcast.

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

sexta-feira, 21 de maio de 2010

“What They Died For” – Aos que foram, aos que virão

(Com SPOILERS! para quem não viu o episódio)

“Locke fez isso a eles. Temos que matá-lo” (Kate)
“Eu sei” (Jack)
“Aqui foi o lugar em que me contaram que eu poderia invocar o Monstro – isso antes de eu perceber que era o Monstro me invocando” (Ben)
“Estamos muito próximos do fim, Hugo”(Jacob)
“Talvez isso tudo esteja acontecendo por um motivo” (Locke)
“Eu aceito. É para isso que estou aqui. É isso o que eu devo fazer” (Jack)

A maioria dos atos de heroísmo têm em comum o fato de terem acontecido graças a um instante único que proporcionou a tal chance de se fazer algo a respeito – uma reação que reúne susto, senso de solidaridade e sacrifício, como por exemplo na clássica história da mulher que conseguiu erguer um carro para salvar seu filho, cuja perna ficou presa sob as rodas do veículo. Na reta final da série, apontam dois homens dispostos a se doarem e que, se não têm exatamente um susto a resolver, trazem consigo o entendimento da responsabilidade de suas missões.

Jack e Desmond. Operando basicamente em realidades paralelas, ambos esquecem de si mesmos em prol de suas tarefas, incumbências nobres e belas. Nada melhor para os que amam encerramentos de ciclos e nada mais justo aos dois personagens. Digo isso porque, no começo de nossa relação com eles, lá estavam os dois nos sendo apresentados através de atos heróicos, num cenário de caos pós-acidente e na ameaça desconhecida porém anunciada de 108 em 108 minutos. Missões distintas porém grandiosas, e com algo mais em comum: terem surgido de realidades impostas aos dois. Tinha que ser eles, agindo e acreditando. Ponto para o destino.

WhatJack

O cenário mudou. Neste momento, a única imposição para Jack e Desmond é a da experiência por trás destas missões. Na realidade original, essa bagagem foi de fato carregada por Jack. Como todos os seus companheiros de Ilha, Jack Shephard viveu uma jornada pesada, de emoções extremas, que particularmente o conduziram da negação da ciência a aceitação da fé. Mas como ousar dizer que não há razão na crença de Shephard? Ele a ergueu através de evidências incontestáveis, de diversos fundamentos cobertos em vida e em morte. Se os argumentos dele sempre pertenceram aos fatos, lá estão muitos; e assim, sua escolha não é só a concordância com um caminho que, de várias formas, lhe fora repetidamente apontado, mas também um tributo aos que viveram e morreram em sua incrível história. Dizer sim a Jacob, para Jack, não é só reconhecer o valor do trabalho a se realizar: é prestar reverência ao seu antecessor, aos que ainda se encontram ao seu lado e também a Sun, Jin, Sayid, Juliet, Charlie, Michael, Boone, Eko… e, sobretudo, a John Locke.

Enquanto isso, Desmond assume para si outra missão que, ao gosto de sua existência extraordinária, parece calcada em duas vidas. Nele, vemos a confiança do que fazer e de que irá acertar; e se na realidade original o amor de Penelope Widmore era o objetivo, na paralela Penny é a mola propulsora a impulsioná-lo a seguir seu plano.

Respeitando a magnífica pluralidade de “Lost”, o que temos nas missões que eles escolheram para si mesmos – ponto para o livre arbítrio -, é a grande e gritante verdade que reside em suas respectivas essências: a de que aquelas pessoas que se cruzaram e que fizeram parte de nossas vidas por seis inesquecíveis anos precisam umas das outras para se encontrarem de verdade, qualquer que seja a realidade em que estejam.

Jack e Desmond, hoje, são dedicação, doação, força, mente e coração a serviço do viver junto ou morrer sozinho – uma máxima que por muito tempo nos foi tão literal mas que, nestes últimos minutos de nossa saga, promete se mostrar por completo em seu significado – revelação que, a exemplo de tantas outras, se vestirá de ficção para nos encantar e fazer perceber novamente que só conseguem experimentar “Lost” de verdade aqueles que se deixam encontrar dentro de sua história.

***

Ben, Widmore, Sawyer, Hurley, o Farol, o Monstro… Muito a se dizer no podcast Lost in Lost #99, que chega no sábado domingo! Até!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Um papo sobre Lost no Portal Vírgula

Está no ar no Portal Vírgula uma conversa minha com a jornalista Fabiana de Carvalho. Nela, falo um pouco da história do blog e até solto um spoiler da minha relação com Lost quando a série acabar… Confiram neste link aqui.

Ainda hoje saem os comentários de “What They Died For”. Aguardem!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Duas cenas de “The End”

(Com SPOILERS!)

Assistam abaixo:


Postado por ShirtlessSawyer

Sawyer – Você está bem?

Jack – Sim. E você?

Sawyer – Para ser honesto, doutor, estou tentando entender o que diabos aconteceu aqui.

Jack – Somos dois.

Sawyer – Então, você é o novo Jacob, hein? Se sente diferente?

Jack – Na verdade, não.

Sawyer – Bem, Doutor, que tal você descer do topo da montanha e nos contar que diabos o arbusto flamejante tinha a dizer?


Postado por lylyford316

Ben – Já que você está vendo, que tal se juntar a nós?

Monstro – O que você está fazendo aqui, James?

Sawyer – Bom, já que Desmond caiu no poço, eu vim para ajudá-lo. Parece que alguém chegou antes de nós. Oh, céus.

***

Ainda hoje, os comentários do episódio. Namastê!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

Primeiros promos de “The End… e o elenco fala de “Lost”

Totalmente sem spoilers! Assistam:


Postado por ElDiegoAr

Charlie – Você sentiu, não foi?

Dizer na tela – Você pode sentir?

Dizer na tela – É O Fim.

Eloise Widmore – Você ainda não está pronto.

Monstro – Eu venho em paz.

Hurley – Você disse que temos que parar o Homem de Preto. Temos que impedi-lo de sair da ilha. Senão, todos vamos para o inferno.


Postado por NandoLost

Este promo fala de uma exibição de SMS de despedida da série nos EUA; por isso, o que importa para nós é o que é dito logo no começo:

Narrador - Neste domingo, evento de fim de “Lost” na ABC. Este é o evento televisivo da década.

E por fim, um vídeo espetacular com os atores falando da experiência e do privilégio de ter participado do elenco de “Lost”:


Postado por OutlawsSK

Ansiedade, melancolia, felicidade. Tudo ao mesmo tempo. Está chegando O Fim.

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

O Resumão de “What They Died For”

(Com SPOILERS!)

Abaixo, em tópicos, tudo o que aconteceu neste penúltimo episódio da série…


- Flash-sideway. Jack acorda e, ao olhar no espelho, vê um ferimento em seu pescoço. Logo, seu filho, David, também acorda. No café, o garoto pergunta se ele irá ao seu concerto, e Jack confirma. David diz que sua mãe estará lá também.

Nisso, outra pessoa desperta na casa: Claire. Ela toma café com eles, mas Jack é interrompido por um telefonema da Oceanic, avisando que o caixão de Christian Shephard foi encontrado, e que será despachado para ele no mesmo dia. Logo, descobrimos o autor do telefonema: Desmond.

- Na ilha, Jack costura o ferimento de Kate, que fala da filha de Jin e Sun. “Locke fez isso a eles. Nós temos que matá-lo”, diz ela. Ele concorda: “Eu sei”.

Em seguida, vendo o mar levar alguns restos e destroços do submarino à areia, Jack e companhia partem atrás de Desmond, seguindo a dica dada por Sayid antes de morrer.

- Flash-sideway. Desmond está no carro, novamente na escola em que Locke trabalha, e o vê voltando ao trabalho. Quando liga o carro e parece querer repetir o atropelamento, Benjamin Linus se posta na frente do veículo, dizendo que não vai deixá-lo atropelar Locke novamente. “Não quero machucá-lo. Quero fazê-lo seguir adiante”, afirma, empurrando Ben contra o capô.

Intrigado, Ben pergunta quem Desmond é. “Quer saber?”, diz Desmond, socando várias vezes o rosto dele em seguida. Nisso, Ben tem um flash da cena em que Desmond o surrou no cais do porto fora da ilha, quando Ben quase matou Penny.

Depois disso, Des o larga na grama, volta ao carro e parte. Ben está impressionado.

- Na ilha, Ben, Miles e Richard estão a caminho da Vila Dharma, quando Ben conta para Richard que há explosivos suficientes para acabar 10 vezes com o avião, e que eles estão na sala secreta atrás de sua estante.

Ao chegarem à Vila, Miles ouve/sente a presença de um morto ao passar por um trecho aterrado. Ele fica confuso, e Alpert conta que é Alex, revelando que a enterrou ali depois que Ben partiu. O ex-líder dos Outros agradece.

- Os três chegam à casa, pegam os explosivos, mas ouvem um barulho na cozinha. Lá, descobrem Zoe e…Charles Widmore.

Widmore ordena que Zoe vá até o deck e afunde as caixas que estão dentro da canoa. Ele ouve de Ben que eles pretendem explodir o avião, mas Widmore afirma que o avião está carregado com explosivos desde que Widmore chegou à ilha.

O magnata conta que está ali porque Jacob o visitou logo depois de o cargueiro ter sido explodido. “Ele me disse de meus erros e me revelou como atingir o objetivo”. Ben pergunta a ele qual propósito era esse, mas Zoe os interrompe pelo rádio. Ela conta que o falso Locke está chegando à ilha. Widmore ordena que ela volte o mais rápido possível.

- Flash-sideway. Ben está na enfermaria, e recebe a visita de Locke, que ficou sabendo do ocorrido no estacionamento. Ben fala que esteve com o homem que o atropelou e que, ao ser surrado por ele, pensou ter lembrado de algo. Locke pega o telefone e começa a ligar para polícia, mas desiste da ligação quando Ben lhe conta que o homem falou que não estava ali para machucar Locke, mas para ajudá-lo a seguir em frente. “Isso lhe significa algo?”, pergunta Ben. Locke fica sem saber o que fazer.

Corta a cena, e vemos que Desmond chega à delegacia, e pede para falar com o detetive.

Em outro local, Miles se arruma e conta a James Ford que está se aprontando para o concerto beneficente em prol do museu de seu pai. Desmond é então levado a Ford. O Brotha lhe conta do atropelamento ocorrido numa escola semanas antes, e fala da surra que o mesmo suspeito deu em um homem. Depois, anuncia: “Eu sou o suspeito”.

Desmond é detido, sendo posto por Ford numa cela. Quando o detetive sai, Des cumprimenta seu colega de cela: Sayid Jarrah. Ele também fala com a outra detenta, na cela vizinha: Kate Austen.

- Na Ilha, Jack e Sawyer caminham na floresta, quando o golpista pergunta a Jack se, de fato, foi ele que matou Sayid, Sun e Jin. “Ele fez isso”, diz Jack, se referindo ao falso Locke.

Metros atrás deles, Hurley caminha e avista Jacob garoto. É ultrapassado por Kate, e o garoto logo fala com ele, pedindo de volta as cinzas que o Dude pegou das coisas de Ilana. Hurley estende a mão e o garoto toma o saco de sua mão, saindo em disparada. Hurley vai atrás e, após perdê-lo de vista, encontra Jacob adulto em torno de uma fogueira.

Hurley pergunta do menino com as cinzas, e Jacob conta a ele que elas estão queimando na fogueira. “Quando as cinzas se queimarem, você não mais me verá”. Hurley fica surpreso, e Jacob o aconselha a seguir seus amigos. “Estamos muito próximos do fim, Hugo”.

- Longe dali, Locke chega à ilha. Olha as caixas de Widmore, mas não dá muita trela.

- Na casa de Ben, Widmore, Zoe se escondem na sala secreta, Miles parte com um dos walkie talkies de Ben, mas o ex-líder dos Outros diz que irá lá fora encontrar o Monstro. Richard Alpert se voluntaria a ir falar com o Monstro, pois já o conhece. “Tudo o que ele quer é que eu o siga; e se eu oferecer isso, talvez ele os deixe ir”, diz o espanhol.

Alpert e Ben saem. Logo, ouve-se os barulhos do monstro, que surge repentinamente, acertando Richard Alpert com tudo. Ben volta à sua varanda. Logo, o falso Locke o encontra, pedindo para que ele mate algumas pessoas. Ben quer saber o motivo, e ele explica: “Porque quando eu deixar essa ilha, você a terá inteiramente pra si”. Ben concorda.

O Falso Locke pergunta de quem são aquelas coisas no barco, e Ben diz que são de Widmore. O Monstro pergunta se ele sabe onde achá-lo, e Ben afirma: “Ele está escondido em meu armário”.

- Mais um flash-sideway. Na saída da escola, Ben encontra Alex, que se assusta com o estado do professor, com o rosto machucado e o braço numa tipoia. Ele conta o que aconteceu, e ela diz que ele não deve dirigir naquele estado. A garota diz que sua mãe está com o carro parado ali perto, e oferece carona. Ele acaba aceitando.

A mãe dela aceita prontamente o pedido da filha para dar a carona, sobretudo por se tratar do homem que tanto fez por ela. Feliz, a mulher salta do carro e se apresenta: Danielle. Alex pergunta se ele pode jantar com as duas, Danielle reforça o convite, e Linus acaba aceitando.

Na casa das Rousseau, Ben pergunta sobre o pai de Alex, e Danielle comenta que ele morreu quando a menina tinha dois anos. Ela ainda comenta que talvez por isso Alex tenha se apegado tanto a Ben: por ser o mais próximo de um pai que ela já teve. Ben vai até a sala, vê a garota estudando, e se emociona. A mulher nota, e pergunta se Ben está bem. “Deve ter sido a cebola”, comenta, sem graça. Rousseau comenta que porá menos da próxima vez. Ele a olha admirado.

- Na ilha, Ben leva o falso Locke à porta da sala secreta. O Monstro comenta que ele não precisa ver o que irá acontecer, mas Ben diz fazer questão. Os dois entram na sala e lá estão Widmore e Zoe. O Monstro não demora a cortar a garganta da cientista.

O Monstro vê que Widmore não teme morrer, e diz que, caso ele não coopere, a primeira coisa que fará ao sair da ilha é matar Penny. O falso Locke, então, pede a Widmore que conte por que está na ilha, e caso ele responda, ele dá a palavra que não machucará Penelope.

“Trouxe Desmond à ilha por conta de suas propriedades relacionadas ao eletromagnetismo. Ele era nosso último recurso”, diz o milionário, se recusando a dizer mais diante de Ben. O ex-líder dos Outros então vira as coisas, e o Monstro pede que Widmore lhe sussurre o resto. O magnata atende o pedido e chega a sussurrar para o Monstro, mas logo é alvejado por diversos tiros dados por Ben. Widmore cai morto.

“Ele não precisa salvar a filha dele”, diz Benjamin. O falso Locke diz que não houve prejuízo, já que ouviu o que precisava de Widmore. “Bom. Você disse que havia outras pessoas para matar?”,comenta Ben. O monstro sorri.

- Na mata, Hurley leva Jack, Kate e Sawyer diante de Jacob, que os cumprimenta. Todos confirmam que estão o vendo.

Kate pergunta se foi ele que escreveu o nome de todos na parede da caverna, e Jacob confirma. Indignada, a sardenta quer saber se Jin, Sun e Sayid morreram por nada. Jacob os convida a se sentarem em torno da fogueira para contá-los em nome de quê eles morreram. “Vou contar por que os escolhi, e porque escolhi vocês. E vou contar tudo o que vocês precisam saber para proteger essa ilha porque, quando esse fogo se extinguir, um de vocês começará a fazer isso”.

Enquanto Jacob permanece sereno como sempre, os demais se mostram espantados.

- Flash-sideway. Em seu consultório, Jack recebe a visita de Locke. Ele repassa o fato de eles dois terem estado no voo 815; o fato de, dentre todos os médicos de Los Angeles, ter sido justamente Jack a atendê-lo e operá-lo depois do atropelamento; a insistência de Jack em curá-lo da paralisia e, finalmente, conta sobre o que Desmond disse a Ben sobre ele. “Ele disse estar ali para me ajudar a seguir adiante. Exatamente as mesmas palavras que o senhor usou. Talvez tudo isso esteja acontecendo por um motivo. E se isso era para acontecer?”.

Jack acredita que ele esteja confundindo coincidência com fé, mas Locke diz que não importa. “Acredito que estou pronto para deixar essa cadeira de todas”, afirma, confiante.

- De volta à ilha. Jacob começa dizendo que os levou à ilha porque cometeu um erro há muito tempo, e que esse erro pode acarretar na morte de todos os entes queridos deles. “Que erro?”, quer saber Sawyer.

“Vocês o chamam de Monstro. Eu sou o responsável pelo que aconteceu a ele. Eu o fiz assim, e desde então ele tem tentado me matar. Foi questão de tempo para que ele descobrisse e que, quando o fizesse, alguém teria que me substituir. E é por isso que os trouxe aqui”, explica Jacob. Sawyer então o questiona, querendo saber por que ele tinha que pagar pelo erro de Jacob, e que estava indo bem até ir parar na ilha .

“Não, você não estava. Nenhum de vocês. Eu não os tirei de vidas felizes. Vocês todos estavam danificados. Eu os escolhi porque vocês eram como eu. Vocês todos eram sozinhos. Vocês todos procuravam por algo que não podiam encontrar lá fora. Eu os escolhi porque vocês precisavam deste lugar tanto quanto este lugar precisava de vocês”, explicou.

Kate quis saber então porque ele riscou o nome dela. Jacob explicou que fez isso porque ela se tornou mãe, mas que é só uma linha numa caverna, e que o trabalho ainda poderia ser dela caso ela quisesse.

“E qual é o trabalho?”, questiona Jack. Jacob que há uma luz no centro da ilha, e que o trabalho é não deixar que ela morra. Sawyer diz que o Monstro afirmou que não há por que proteger a ilha, e Jacob diz que eles devem protegê-la dele, fazendo o que ele não conseguiu fazer.

“Você quer que nós o matemos? E isso é mesmo possível? “, quer saber Jack. Jacob diz que espera que sim já que o Monstro irá tentar matá-los de qualquer forma.

Hurley quer então saber como ele irá escolher seu substituto;e Jacob diz que não irá escolher, já que quer que eles tenham o que ele nunca teve: uma escolha. “E se ninguém topar?”, diz Kate. Jacob: “Então isso tudo terminará muito mal”.

Jack então se levanta e diz: “Eu topo. É para isso que estou aqui, é isso o que eu devo fazer”. Jacob pergunta se ele tem alguma pergunta, e ele nega. “Bom. Está na hora”, diz Jacob.

Hurley, Sawyer e Kate veem Jack e Jacob conversando metros dali. Jacob instrui Jack a ir até o bambuzal onde ele acordou na ilha, e que ali perto, após uma colina, estava o coração da Ilha,a luz. Jack observa que não havia nada ali, e Jacob lhe assegura de que ele agora será capaz de achar o local.

Jacob pergunta se Jack tem um copo, e Jack diz que sim. Pegando o objeto do médico, Jacob se abaixa, a enche d’água, profere palavras em latim e a oferece para que Jack beba dele. O médico pergunta por quanto tempo terá esse trabalho, e Jacob diz que pelo tempo que ele puder.

Jack bebe, e Jacob diz a ele: “Agora, você é como eu”.

- Flash-sideway. James Ford leva policiais até Kate, Desmond e Sayid, dizendo que eles estão sendo transferidos para a prisão. Kate ainda tenta convencer o detetive a libertá-la, já que ele acreditou em sua inocência, mas Ford lembra a ela que ainda é um policial.

- No camburão, a caminho da cadeia, Desmond diz que é hora de eles partirem. Ele explica, dizendo que poderá libertá-los na hora devida, mas se eles aceitarem, terão que fazer algo para ele em troca. Kate e Sayid topam.

O camburão pára. Uma policial abre a porta para eles: é Ana Lucia! Ela pergunta a Des sobre o dinheiro de seu amigo. “Não se preocupe: ele estará aqui”, garante o Brotha.

Logo, vemos que eles estão nas docas. Chega um jipe amarelo, e dele salta Hurley. “Você não me disse que Ana Lucia estaria aqui!”, ele comenta. A policial não o reconhece, ele se faz de desentendido, e passa a ela US$125 mil. Ela se despede.

Hurley pergunta se ela irá com eles, mas Des diz que ela ainda não está pronta. Des ainda observa que Hurley levou o carro dele para o porto, dizendo que as chaves estão sob o tapete e todo o resto no porta-malas. O Brotha se certifica que o Dude sabe pra onde deve levá-los, e Hurley confirma. Eles se dividem: Hurley e Sayid seguem juntos, Kate vai com Des.

“Pra onde vamos?”, diz Kate. E ele, retirando um vestido do porta-malas e passando para ela: “Nós vamos a um concerto”.

- Na ilha, Ben e o Monstro caminham. Linus pergunta por que ele caminha, se pode se locomover como fumaça; e Ben diz que gosta de sentir seus pés sobre o chão e se recordar de que um dia foi humano. Ben fica espantado.

Eles chegam a seu destino: o poço em que Desmond está. Nele, vemos uma corda, e não há ninguém no fundo. O Monstro observa que Sayid não cumpriu suas ordens. Ben comenta que alguém o ajudou a sair, mas o Monstro diz que alguém o ajudou a sair.

Ben então pergunta sobre o que Widmore lhe dissera. “Ele disse que Desmond era um mecanismo de segurança. O último recurso de Jacob, se eu conseguisse matar todos os seus candidatos, um modo de segurança para que eu nunca deixasse esse lugar”.

Benjamin então pergunta por que ele parece feliz por Des ainda estar vivo. “Porque irei achar Desmond e, quando encontrá-lo, ele irá me ajudar no que eu nunca pude fazer: eu irei destruir a ilha”.

***

Nesta quarta, os comentários deste grande penúltimo episódio da série!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

terça-feira, 18 de maio de 2010

A Raspa do Tacho de “Across The Sea”

(Com SPOILERS! para quem não viu o episódio)

Sobrou pouco para se raspar no/do episódio, depois dos comentários e do podcast. Mas vamos com o que restou!

- O que a Mãe sussurrou a Jacob naquela espécie de ritual em que ele se tornou seu substituto na guarda da Ilha? De acordo com a Lostpedia, foi o seguinte: “Nam non accipimus hoc quasi vulgarem potionem, sed ut ille sit quasi unus mecum”.

Traduzindo: “Porque nós não aceitamos essa poção como simples, mas como se ele se tornasse um em relação a mim” – portanto, algo parecido com o que ela disse ao filho de criação…

- O Senet, j0go achado pelo Garoto de Preto, é um dos mais antigos de tabuleiro, e nasceu no Egito Antigo. Nele, há casas boas e outras maléficas. A palavra “Senet” significa passagem, e o conceito do jogo está ligado a novos caminhos, segundo a Wikipédia…

- Se na caverna residiam a luz e a escuridão (presente no Monstro de Fumaça), pode estar aí a preocupação de Lennon em relação à “piscina” do Templo, em que Sayid é curado. Segundo o braço direito de Dogen, a “piscina” devia estar iluminada – para mim, aquela água tem contato com a luz que vimos na caverna sim!

- Impressionante a sina: muitas mães que dão à luz na Ilha é afastada de seu filho. Foi assim com Claudia, com Claire e com Rousseau…

- Caso não tenham notado, a adaga do Homem de Preto (com que ele mata sua mãe de criação) é a mesma dada por Dogen a Sayid, e pelo próprio Homem de Preto a Richard Alpert. Comparem:

- Para terminar, repararam como os utensílios da Mãe ganharam atenção especial das câmeras – como, por exemplo, na cena em que ela depila sua perna? Segundo a Wikipédia, a depilação através de fios tem seu primeiro registro com Cleópatra, Rainha do Egito; por sua vez, a tapeçaria surgiu na Grécia. Hmmm.

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Algo mais para repercutirmos antes de “What They Died For”?

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Podcast Lost in Lost #98

NESTA EDIÇÃO: Os comentários sobre “Across The Sea”, 15º episódio da sexta temporada… e e-mails dos leitores/ouvintes!

CLIQUEM AQUI PARA BAIXAR o podcast OU na setinha para baixo que aparece à direita no menu do player de streaming abaixo:

Perguntas, dúvidas, teorias, sugestões etc.? Enviem seus e-mails que, só para variar, vou separar alguns para ler no próximo podcast.

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro

sexta-feira, 14 de maio de 2010

“Across The Sea”- O Que Há Além

“Toda pergunta que você me fizer levará a outra pergunta”(Mãe)

“O que há lá embaixo?”(Jacob)
“Vida, Morte, Renascimento. É a fonte, o coração da Ilha” (Mãe)
“O que há lá embaixo?” (Filho)
“Luz. A mais quente e brilhante que você já sentiu ou viu. (…) Um pouco desta mesma luz está dentro de cada homem. Mas eles sempre querem mais”. (Mãe)

Há diversas perguntas no universo de “Lost”. Tão recorrente quanto ler a respeito delas – tão numerosas e frequentes nesta reta final de seriado – é a cobrança impiedosa por respostas. No entanto, de todas as questões que tenho lido, que têm sido cobradas, exigidas, suplicadas em blogs e afins, em nenhuma ocasião me recordo de ter visto alguém levantar a que penso ser a mais básica, mais simples, e para mim a mais importante: do que “Lost” se trata, afinal?

Vocês já me leram dizer por aqui que “Lost” é uma série sobre pessoas. Na verdade, não sou eu quem diz isso, e não se diz isso de agora. São os roteiristas, com seus personagens ora perdidos, ora encontrados, de histórias diversas, temas e tramas que se esbarram e se distanciam, que nos afirmaram isso desde o começo. Mas vamos tentar pegar o outro caminho – a trilha buscada por muitos que estão chegando ao fim de uma jornada de seis anos, presente em reclamações incandescentes: “Lost” deveria ser uma série de respostas.

Pois bem: “Lost” é uma série de respostas; e a prova maior está em “Across The Sea”.

Acabamos de ver um episódio em que muitos dos fãs inconformados com as respostas nada objetivas confiavam ser o condutor de um grupo de elucidações diretas, já que contaria a história de Jacob e de seu inimigo – e, afinal, nada tão direto, claro e cristalino quanto o maniqueísmo que os dois representavam até então. Até então.

A pouco mais de três horas de seu fim, “Lost” mais uma vez nos tirou de uma zona de conforto, desconstruindo mitos solidificados mais por nossa vontade do que pelos fatos. Jacob, uma divindade, o bem? Homem de Preto, um demônio, o mal? Fato é que, vamos lá, quando isso nos foi afirmado – afirmado – textualmente ao longo da trama? Até então, tudo o que fizemos foi revestir de cimento e aço a nossa crença nestas possibilidades… e agora nos vimos equivocados. Novamente equivocados.

Jacob, como sua antecessora e como seu sucessor, era tão simplesmente um ser humano, pleno de virtudes e de defeitos, caminhando tropega e desequilibradamente sobre a linha que divide o bem e o mal, opostos para os quais todos tombam alternadamente. Assim acontecia também com o Homem de Preto, caindo na realidade ao descobrir um homem pleno de sentimentos, no qual o bem e o mal se dividiam.

Jacob e seu irmão nunca foram os opostos de uma balança. Os dois sempre foram a balança. Pedras ora equilibradas, ora misturadas, ora em desalinho. Eles são Jack, Locke, Desmond, Sawyer, aquilo que eles e que nós encontramos no espelho: existências imperfeitas, capazes de temer e admirar o novo ao mesmo tempo, abraçar e rejeitar o que não entendem, e que por momentos e anos a fio gastam e continuarão despendendo tempo e esforços em entender qual o sentido e os porquês da vida, essa coisa ora bendita, ora miserável, que tanto nos leva a momentos esplêndidos quanto a ânsias de fim. Esperanças e desilusões que nascem, morrem, renascem.

Repito: “Lost” é uma série de respostas, mas nunca, nunca de respostas simples; e em “Across The Sea” lá estava a bela e essencial complexidade de sua história representada simbolicamente na caverna iluminada, porém inalcançável. Mais fácil ridicularizá-la e menosprezá-la do que tentar entendê-la, iluminada por cada um de nós, cheia de verdade, mas não de uma só Verdade – essa falsa única Verdade que de fato, pelo histórico da humanidade, pela sua estúpida intransigência, realmente só serviu pra nos corromper e destruir. Como a imperfeita e humaníssima mãe dos irmãos afirmou, aquela luz é composta por parte daquela que cada um de nós traz. É essa a luz da Ilha. É essa a luz da história que temos diante de nós. É essa a verdade que vale: a verdade individual, ao mesmo tempo certa e questionável diante das demais. Sempre.

Por isso, “Lost” é e sempre foi sobre pessoas. “Lost” sempre se debruçou sobre o maior mistério de todos e se, ficção ou não, em nossa pequena e patética condição nunca o elucidaremos como único, que isso não nos frustre mas sim nos fascine. Afinal, buscar sua resposta é tão fundamental quanto não encontrá-la no todo, posto que é impossível; e, como num dos espetaculares paradoxos que a história nos deu, é quando nos deixamos sentir em vez de só tentar entender que ela, essa nossa grande verdade nos surge – única, pessoal, intocável; porém, calorosa, vívida, iluminada.

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No podcast Lost in Lost #98, um pouco da minha verdade pessoal e (in)transferível sobre esse episódio espetacular. Até!

Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro