(Com SPOILERS!)
No helicóptero, Desmond olha sua foto com Penny, enquanto Lapidus consulta anotações com indicações de vôo. Sayid pergunta sobre elas, e se ele sabe onde está o cargueiro. Lapidus afirma que sim, mas conduz o veículo em direção a uma tempestade. Quando o iraquiano pergunta sobre o rumo, o piloto pede para deixá-lo fazer seu trabalho.
O helicóptero treme entre as nuvens negras. Lapidus manda que todos se segurem. Desmond apóia as mãos na lateral do assento, quando a imagem corta para as mãos de um Desmond de cabelos curtos segurando na borda de uma cama e ouvindo ordens para se levantar.
O Brotha se ergue, perplexo; e ele está no exército. O comandante nota sua apreensão e o questiona. Desmond diz que estava tendo um sonho, em que ele estava em helicóptero durante uma tempestade. O milico manda os soldados para fora do quarto, para fazer exercícios ao ar livre, "graças" a Desmond.
Vemos a tropa na chuva, fazendo flexões. Um soldado pergunta a Desmond que sonho foi esse, e o Brotha explica que nunca teve um assim, tão real. O comandante chega e pergunta se o escocês tem algo a dizer... Corta a cena para um Desmond igualmente perplexo, só que dentro do helicóptero.
Lapidus avisa que estão quase chegando, e Desmond começa a tirar o cinto de segurança. Sayid o chama pelo nome e pergunta se ele está bem. Desmond: "Quem é você? Como sabe meu nome?".
No acampamento, Jack pergunta a Faraday e Charlotte como a turma do helicóptero está demorando tanto para chegar ao cargueiro. Charlotte diz que sabe tanto quanto o médico, pois também estão ali, e pergunta por que eles saberiam. Juliet intervém: "Porque vocês não estão preocupados. Se o barco está a 40 milhas daqui, e eles deveriam levar 20 minutos para chegar, por que não estão preocupados?".
Charlotte ironiza, perguntando se deveria rezar pelo trio do helicóptero, e Faraday a interrompe, dizendo que talvez eles devessem contar a eles. Jack: "Contar o quê?" Charlotte tenta evitar, mas Faraday, incitado por Juliet, diz: "Sua percepção de quanto tempo eles deixaram a ilha não necessariamente equivale à quantidade de tempo que eles saíram".
Jack pergunta o significado da frase, Charlotte diz que isso é um erro, mas Faraday diz que tudo vai acabar bem, desde que Lapidus voe dentro das coordenadas passadas a ele. "E se ele não voar?", questiona Jack. Aí, Faraday diz que pode haver efeitos colaterais.
No helicóptero, Desmond surta e Sayid tenta contê-lo. Lapidus grita, dizendo que estarão no cargueiro em dois minutos. Eles avistam o navio, o veículo pousa e Sayid esconde sua arma.
Três homens vêm ao encontro deles, e um deles, loiro, pergunta a Lapdius por que voltou e quem são eles. "Sobreviventes do 815", diz o piloto. O homem briga com Lapidus, Desmond começa a surtar, questionando por que ele está ali, quem são todos e dizendo que não os conhece.
O loiro pergunta quando Desmond começou a agir assim, e Lapidus diz que foi desde que passaram pela tempestade; e, quando o piloto ia falar mais, foi interrompido. O homem se dirige a Sayid, perguntando seu nome, e contando que levarão Desmond para uma enfermaria. O iraquiano quer ir junto, mas o homem promete que, primeiro, Des precisa ser examinado por um médico. Desconfiado, Sayid concorda.
Outro homem, de gorro, vai falar com Desmond, e ele diz: "Eu não era para estar..."
"...aqui", completa um Desmond de farda, na chuva, fora da ilha. Ele explica ao soldado que é seu amigo que, quando eles estavam se exercitando, saiu dali, indo parar em um barco. Billy pergunta quem estava com ele, e o Brotha lembra da foto com Penny; e, animado, sai correndo.
Desmond vai a uma cabine telefônica e recebe um esbarrão de outro soldado, que "agradece" ao Brotha pelos exercícios; e ao abaixar para pegar as moedas, está de volta ao cargueiro, sendo levado à enfermaria pelo loiro e pelo homem de gorro. O loiro se apresenta: "Eu sou Keamy e ele é Omar".
Eles entram na sala, Keamy diz para Desmond que logo um médico irá vê-lo, o fazendo compreender o que está acontecendo. Keamy sai e tranca Des. Desesperado, o Brotha pede para sair, e é interrompido por um homem preso numa maca, que diz: "Está acontecendo com você também, né?".
No deck do navio, Sayid vê de longe Lapidus tomando bronca de Keamy. O piloto se aproxima, pergunta o que está acontecendo com o escocês, mas Lapidus diz que, se sabem, não contaram a ele. Então, Sayid diz que ele talvez possa dizer porque o helicóptero, no meio da noite, foi parar no meio de um dia claro...
Lapidus repete que não sabe o que aconteceu com Desmond, mas afirma que está tentando ajudá-los. Sayid: "Se você quer ajudar, me dê o telefone para eu ligar para os que estão na ilha". O piloto adverte que troca a arma de Sayid pelo telefone, e o iraquiano topa. Lapidus pede para que ele seja rápido, e que com aqueles telefones eles só conseguem ligar uns para os outros.
Sayid liga para Jack que, aliviado, ouve do iraquiano que eles estão no cargueiro. O médico pergunta o que aconteceu, e Sayid explica que algo ocorreu no vôo, com Desmond indo parar na enfermaria. Jack o põe no viva voz, e Sayid diz que Desmond não lembra de ninguém. "Efeitos colaterais?", pergunta o médico a Faraday. O físico pergunta se Desmond ficou exposto a altos níveis de radiação recentemente, ou mesmo eletromagnetismo, e Jack e Juliet dizem que não.
Faraday explica que não se sabe o motivo, mas sair da ilha e voltar a ela pode deixar algumas pessoas "confusas". "Amnésia?", pergunta Juliet. O físico: "Não, não é amnésia".
Na enfermaria, Desmond tenta falar com o homem da maca que parece estar em transe, completamente parado e olhando para o nada. Subitamente, o homem volta a si, dizendo que estava numa roda gigante. Um homem de jaleco branco entra no aposento, e o sujeito da maca: "Vê, Ray? Está acontecendo com ele, e vai acontecer com todos nós, quando estivermos a caminho daquela ilha novamente".
O suposto médico aplica uma injeção no homem que logo apaga. O doutor se volta para Desmond, que diz que ele não irá injetar nada nele. Calmo, o médico diz que só quer examinar os olhos dele, e o Brotha aceita. Ao examiná-lo, Ray pergunta seu nome e qual é a última coisa da qual se lembra...
De novo nos tempos de militar, o escocês está na chuva, no exato instante em que abaixa para pegar a moeda. Entra na cabine telefônica e liga pra Penny. O Brotha diz que algo aconteceu, que está com problemas e que precisa vê-la. Ela o despreza.
Ele insiste em vê-la, mas ela nega, dizendo que se mudou e pede para ele não mais ligar. Desmond: "Penny, eu preciso..."
"... de você", completa Desmond, diante do médico no cargueiro. Ray pergunta se ele está vivenciando alguma experiência quando Lapidus e Sayid entram na sala. Diante do médico, o piloto tem o telefone nas mãos, dizendo que Faraday precisa falar com Des.
O médico diz que ninguém vai falar com seu paciente, quando Sayid o imprensa na parede, ordenando que Lapidus dê o telefone ao escocês. Ray aciona um alarme e o iraquiano fecha a porta da enfermaria.
Desmond fala com Faraday, que explica que eles chegaram no dia antes da partida deles, mas que ele não se recorda disso; e pede para que ele diga o ano em que estão. Desmond: "1996". Faraday, abalado com a resposta, pergunta onde ele pensa estar. Desmond: "Num batalhão em Glasgow".
Faraday diz que, quando acontecer de novo, Desmond precisa ir ao departamento de física da Universidade de Oxford. "Por quê?". Resposta: "Porque eu preciso que você me encontre".
No acampamento, Faraday procura seu diário. Jack pergunta por que Des acredita estar em 96, e o físico explica que é imprevisível, pois o efeito é aleatório, às vezes com horas, às vezes com anos de diferença. Faraday acha o diário, o abre e pede a Desmond que, assim que o encontrar, diga a ele para mover o mecanismo para 2.342., e que deve oscilar em 11 hertz; e se Des não conseguir convencê-lo, que diga que sabe sobre Eloise.
Keamy e Omar entram e tomam o telefone de Desmond. Corta a cena, e lá está o Brotha na cabine telefônica em 1996. Ele olha para a sua mão, sem qualquer anotação. Corta para a Universidade de Oxford, onde Desmond chega e vê um cabeludo Faraday.
Desmond se apresenta a ele, diz que esteve no futuro e que Faraday pediu que o procurasse lá para ajudá-lo. O físico acha que ele está mentindo, mas Desmond diz a ele os números e fala sobre Eloise, o convencendo.
Numa sala, Faraday liga uma máquina e diz que, no futuro, deveria se lembrar de Desmond vindo falar com ele. O escocês nega, alegando que ele pode ter esquecido. O físico: "Como isso poderia acontecer?". Des: "Então, isso está mudando o futuro?". "Nada pode mudar o futuro", diz Faraday, vestindo uma roupa contra radiação.
O físico tira um rato da gaiola, e diz que ele é, na verdade, Eloíse. Leva o roedor até o canto de um grande labirinto de madeira e o expõe à radiação, de acordo com os números passados por Desmond, explicando a ele que o rato é como se fosse o Brotha. Após emitir os raios, o rato fica em transe por segundos; e, uma vez desperto, é solto do canto, percorrendo o labirinto até outro extremo.
Faraday comemora o feito, Desmond pergunta por que aquilo é espantoso para o físico, e ele explica: "Acabei de construir esse labirinto, e só iria ensinar o rato a percorrê-lo daqui a uma hora". Des: "Você o mandou para o futuro?". Faraday: "Não. Sua consciência. Sua mente".
Desmond pergunta: "Como isso deveria me ajudar?". Faraday não entende: "Te ajudar? Supostamente eu te enviei aqui para me ajudar". Des explica que tudo o que sabe é que Faraday termina em uma ilha. "Ilha? Que ilha?", pergunta o físico. Até que...
No cargueiro, Keamy toma o telefone de Desmond. Lapidus explica que Faraday só queria falar com Des. Keamy pergunta se os dois se falaram, e o piloto: "Ele disse que poderia ajudar". Ray diz: "Faraday não pode ajudar nem a si próprio".
Keamy expulsa Lapidus, dizendo que o capitão quer falar com ele, e Sayid pede também para estar com o homem. Keamy: "Vou avisá-lo, mas enquanto isso, sente-se", trancando o iraquiano e Desmond. O Brotha pega a lanterna do médico, querendo voltar para encontrar Faraday no passado; Sayid intervém e, ao chamar Des pelo nome, desperta a atenção do homem da maca.
"Desmond?". O Brotha responde: "Te conheço?" E o homem: "Sou George Minkowski, oficial de comunicações. Até me trancarem, todas as ligações do barco e para o barco passavam por mim", diz, acrescentando que uma delas, identificada por uma luz piscante no painel, era da namorada do Brotha, e que ele tinha ordens para não atender a esta ligação.
No passado, Des, numa poltrona, fala com Faraday, que faz cálculos no quadro e diz: "Você voltou, depois de ficar fora 75 minutos, catatônico!", perguntando em seguida se Des estava no futuro e por quanto tempo. "Sim, e por cinco minutos". Fazendo cálculos, Faraday explica que não atravessaria a rua se fosse ele.
Des vê o rato morto na gaiola e pergunta o que aconteceu com ele. Faraday diz que não sabe. "Isso vai acontecer comigo?", questiona o Brotha. "Varia", responde o físico, que, agarrado por Des, diz não saber mas pensa que possa ter havido um curto-circuito no cérebro de Eloise, por não diferenciar passado de futuro, tendo presenciado algo familiar nas duas épocas.
Faraday explica que os cálculos são variáveis, e que toda equação precisa de algo estável - uma constante, algo que o Brotha não tem; e que, se Desmond quiser interromper essas idas e vindas, precisa encontrar algo com que realmente se importe e que exista nas duas épocas.
"Pode ser uma pessoa?", pergunta o Brotha. "Sim, mas você precisa fazer contato com ela. Você a viu no barco?", quer saber Faraday, enquanto Des usa o telefone para ligar para Penny, sua "constante", mas o telefone dela foi desligado.
Desmond sai correndo, mas desmaia na escada... e na enfermaria. Sayid o reergue. O Brotha diz que precisa ligar para Penny, e pede a ajuda de Sayid. "Se você se diz meu amigo, me ajude a ligar para ela agora".
Minkowski interrompe, dizendo que, há dois dias, alguém sabotou o equipamento, impedindo as comunicações com o mundo exterior; e que ele teria consertado se não tivesse "enlouquecido", se oferecendo em seguida para levá-los à sala de rádio. "Como sairemos?", pergunta o iraquiano, sem notar que a porta da sala está aberta. "Parece que vocês têm um amigo neste barco", diz Minkowski, que sangra pelo nariz.
No passado, Desmond acorda na escada da faculdade, de onde sai. Corta para um leilão, onde o diário do Black Rock, de propriedade de Tovar Hanso, está sendo vendido, e um dos participantes é Charles Widmore! O brotha tenta entrar na sala para falar com ele, mas é impedido; e, enquanto isso, seu ex-sogro arremata o diário.
Após vencer, Charles vê Desmond, e aceita falar com ele. O Brotha diz que precisa falar com Penny, e Widmore diz que é tarde demais, mas mesmo assim passa o endereço dela.
De volta ao futuro, Desmond, Sayid e Minkowski seguem para a sala do rádio. O oficial explica que foi vítima do mesmo mal quando ele e Brandon, outro membro da equipe, decidiram pegar outro barco para ver a ilha, quando Brandon começou a enlouquecer, os obrigando a voltar"; e hoje, Brandon está morto.
Eles chegam à sala, Sayid pergunta quem cortou os fios do aparelho, mas Minkowski não sabe dizer, desmaiando. O iraquiano pergunta se Des tem o número de Penny, e ele nega. "Então, é melhor lembrar", diz Sayid, fazendo uma gambiarra. O escocês nota um calendário de 2004 na parede, e seu nariz começa a sangrar.
Minkowski acorda, tremendo e sussurando: "Eu não consigo voltar", caindo novamemte. "O que aconteceu?", pergunta Sayid. A resposta: "O mesmo que acontecerá a mim".
Desmond acorda no banheiro da casa de leilões e vai até a casa de Penny. Ela o recebe, surpresa. Ele diz que não deveria ter terminado com ela, e a loira pouco liga mas, de tanto Des implorar, aceita falar com ele. O Brotha afirma que o que vai dizer não fará sentido mas que, anos além, ele vai precisar ligar para ela e não lembrará o número; por isso, precisa ter o telefone dela.
Ele afirma ainda que só irá ligar para ela em oito anos, na véspera de Natal de 2004."Se eu der o número você vai embora?", e ele concorda. Ela diz o número, ele implora pra que ela não o mude e ela o expulsa de sua casa. "Eu vou te ligar! Não estou louco! Você tem que..."
"...confiar em mim", diz Desmond na sala de rádio. Sayid diz que acredita nele, mas que precisa do número. Desmond se recorda dele, e o repete ao iraquiano, que faz a ligação, advertindo que a bateria do aparelho tem vida curta. O telefone toca várias vezes, até que alguém atende: é Penny!
"Des, onde você está?", a loira pergunta. Ele: "Estou num barco, numa ilha...". Os dois se emocionam. Ela diz: "Estou te procurando há três anos! Eu sei da ilha...", e nisso, o telefone começa a falhar, mas ele ouve: "Mas quando seu amigo Charlie disse que você estava vivo, soube que não estava louca".
Desmond se declara a ela, dizendo que a ama e que sente muito, e ela diz o mesmo. Ele diz que irá encontrá-la, e ela diz o mesmo, e logo eles perdem o sinal. Des agradece: "Obrigado, Sayid. Foi o suficiente". O iraquiano pergunta se ele está se sentindo bem, e Desmond diz que sim.
No acampamento, Faraday, sozinho, folheia seu diário; e, entre cálculos e anotações, há uma frase: "Se tudo der errado, Desmond Hume será minha constante".
Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário