(Com SPOILERS!)
Em tópicos, como sempre:
- Um homem chega a cavalo no acampamento dos Outros. Ele vai tirar satisfações com Richard Alpert sobre o garoto que ele levou para o grupo. “Jacob quis”, justifica Alpert.
- O tal homem visita Ben, que descansa numa tenda. O garoto aparenta estar bem melhor, e parece não se lembrar do tiro que levou. Ele pergunta ao homem por seu pai e diz que não quer voltar para os Dharma. “Só porque você vive com eles não quer dizer que não possa ser um de nós”, diz o homem, que acrescenta que a ilha o salvou. O garoto então pergunta o seu nome. Ele responde: “Charles Widmore”.
- Corta a cena e vemos Locke acordar Ben na enfermaria da Hydra. O ex-líder dos Outros, espantado com a presença do careca, diz que sabia que ele ressuscitaria. “Então, por que a surpresa?”, pergunta o caçador. Ben explica então que uma coisa é acreditar que ele reviveria, e a outra é vê-lo vivo diante dele. “Então, por que você tentava fugir para a ilha principal?”, devolve Locke. “Para ser julgado”, diz o Outro, que, diante de uma nova questão de Locke, revela o julgador: “Não temos um nome para ele, mas acredito que você o chama de monstro”.
- Na praia, Ben, simpático, fala com Ilana e com outros passageiros do voo 316, e tem uma conversa com Caesar, que diz ao Outro que Locke afirmou que Ben o matara. “Você lembra dele no avião? Eu não. Sabe, e se ele já estivesse aqui antes de nós? Pode ser um sujeito perigoso”, insinua Ben. Mostrando a arma que havia pegado nas instalações da Hydra, Caesar diz: “Eu protejo vocês”, cumprimentando cordialmente Ben e se apresentando a ele.
- Em nova cena, vemos Ben adulto, porém mais jovem, acompanhado de um adolescente, e os dois espionam uma improvisada barraca na praia. O garoto oferece ajuda a Ben, mas ouve dele a recusa: “Cala a boca, Ethan”. Armado, Ben entra na barraca, e vê uma mulher dormindo e um bebê chorando. Atrapalhado, ele derruba uma caixinha de música. A mulher acorda - é a jovem Danielle Rousseau -, e ao tentar pegar sua arma, é rendida por Ben. “Foi você que nos infectou, não?”, pergunta ela.
Ben se aproxima do berço, pega a criança e ouve da desesperada Danielle: “Não leve minha Alex”. E Ben devolve: “Fique grata por estar viva. Se tentar me seguir, ou mesmo procurar por mim, eu te mato. E se quiser que sua filha viva, toda vez que você ouvir sussurros, corra para o outro lado”, correndo para fora da barraca em seguida e deixando a francesa em prantos.
- Em seu escritório na Hydra, Ben pega uma foto de Alex quando é interrompido pela presença de Locke, que quer conversar sobre seu assassinato. “Você antes tinha tentado sem sucesso convencer os demais a voltarem para a ilha. E eu fiz o que tinha que ser feito para convencê-los”, afirmou o Outro, dizendo que impediu o suicídio de Locke porque ele tinha informações cruciais que não poderiam morrer com ele. “Fiz o que a ilha queria que fosse feito”, diz Ben. Locke: “Eu estava esperando por desculpas”.
Sério, enigmático e com uma certa dose de incredulidade, Locke então explica que decidiu ajudar Ben a fazer o que ele ia fazer antes de ser atingido pelo remo: ser julgado. O Outro ainda tenta demovê-lo da decisão, mas o caçador devolve: “Se você está agindo pelo bem da ilha, tenho certeza de que o monstro entenderá. Vamos”.
- Na praia, Ben e Locke tentam pegar um barco, mas são interrompidos por Ceasar e outros sobreviventes do voo 316, que querem saber o que os dois pretendem. “Vamos até a ilha principal, e iremos pegar esse barco emprestado”, diz Locke. Caesar pergunta se Ben irá com ele, e o Outro diz: “Ele não me deu escolha”. Caesar ordena que Locke pare, e que conte para eles como sabe tanto da ilha. O careca insiste que irá pegar o barco, e quando Caesar tenta se aproximar, Ben saca uma escopeta - a mesma que o homem havia lhe mostrado - e acerta um tiro em seu peito. Ben afugenta os sobreviventes restantes, joga a arma para Locke e diz: “Considere isso minhas desculpas”.
- Ao chegarem ao pier da ilha principal, Locke observa que alguém parece ter chegado lá antes deles, e Ben diz que devem ser Lapidus e Sun, depois que ela o acertou com o remo. Locke perguntou se foi a coreana que machucou o braço dele, mas Ben diz que foi outra pessoa. “Você faz amigos por onde passa”, ironiza o careca, e Ben diz que pensa que amigos podem ser mais perigosos do que inimigos.
Locke lembra que ele acertou um homem desarmado, e Ben diz que Caesar estava desarmado porque ele havia roubado a arma com a qual o passageiro do voo 316 iria matar Locke. “Não faz sentido morrer duas vezes, certo?”, afirma Locke, deduzindo que eles estão a caminho da casa de Ben. “Sim. É o único lugar aonde posso invocá-lo. Uma vez que ele chegue, eu serei totalmente perdoado… ou não”, diz o Outro.
“Eu acho que você está mentindo sobre ser julgado por ter deixado a ilha e voltado, quebrando as regras. Não acho que você se importe com regras”, dispara o caçador. “Por que você acha que eu serei julgado, John?”, quer saber Ben. Locke responde: “Por matar sua filha”.
- Corta a cena, e vemos Ben e Ethan chegarem com o bebê ao acampamento dos Outros. Lá, um Charles Widmore do alto de seus 50 anos, pergunta: “Vocês fizeram?”. “Tivemos uma explicação”, diz Ben, com o bebê, manhoso, em seu colo. Widmore fica espantado com a criança e afirma que era para ter exterminado a mulher. “Ela não representa perigo, pois é louca. Além disso, você não me disse que ela tinha um bebê. O que era pra eu fazer?”, questiona Ben, e Widmore responde: “Tê-lo matado”, completando: “Tudo o que ordeno é para proteger a ilha”.
Ben, então, diz: “Você quer dizer que é isso o que Jacob quer? Tome. Você faz isso, então”, e estende a ele o bebê. Widmore observa, vira a cara e sai.
- De volta com Ben e Locke, eles chegam à vila Dharma. O careca pergunta se a mudança dos Outros para lá após o extermínio dos Dharma foi ideia de Ben. “É que não me pareceu algo que a ilha quisesse”, observou. O Outro diz que Locke não tem ideia do que a ilha quer, e o caçador rebate: “Tem certeza?”. Nisso, uma luz se acende numa casa!
Benjamin Linus diz que a luz vem da casa deles - mais precisamente, do quarto de Alex - e Locke sugere que ele vá até lá. Ao entrar na casa, ele vai até o quarto, abre a porta e… lá está Sun. Logo, Lapidus também entra.
Ben quer saber o que eles fazem ali, e Sun mostra a ele a foto de 1977 da Dharma, com Hurley, Jack e Kate. Ben parece não acreditar, e a coreana pergunta: “Então você não sabe nada sobre isso?”. O Outro quer saber quem achou essa foto, e Sun diz: “O nome dele é Christian. Ele me disse que, se eu quisesse ver meu marido novamente, que eu ficasse aqui e esperasse por John Locke”. Lapidus observa que ele está morto, mas Ben os convida a olhar para fora da casa pela janela. Eles concordam, e Locke acena para eles.
- Corta a cena, e vemos que Locke contou tudo para Sun, que crê ser impossível, mas Locke reforça, dizendo que aconteceu, embora não saiba como foi parar na ilha. Lapidus ironiza, falando da foto, e dizendo que os únicos que aparentemente podem ajudar são um assassino e um sujeito que não sabe como pulou para fora do caixão. “Sun, vamos voltar aos destroços do avião, e lá eu tento consertar o rádio e conseguir ajuda”. Locke diz a ela que, se ela voltar, ela jamais voltará a ver Jin de novo. “Eu vou te ajudar”, promete, dizendo que tem “algumas ideias” de como fazer isso.
Por sua vez, Lapidus diz que irá embora, com ou sem Sun. Ela diz que, se há alguma chance de ver Jin novamente, ela fica. “Pelo amor de Deus, fique de olho neles”, pede o piloto, saindo.
Sun quer saber como fazer para achar Jin, mas Locke diz que, antes, Ben precisa fazer algo. Sob os olhares dos dois, o Outro empurra a estante que dá acesso a seu escritório secreto; e dentro dele, abre a porta de pedra, cheia de inscrições egípcias, escondida em seu armário.
Por trás dela há poucos degraus; e na parede, uma lamparina. Ben a acende, desce os degraus e se agacha, passando por um túnel escavado na pedra. Lá, ouve-se um sussurro, que parece dizer o nome dele. O túnel dá em uma espécie de fossa com água de lama. Ele enfia a mão na água, parece destravar um ralo e a água desce por um buraco. “Eu estarei do lado de fora”, avisa Ben.
- Corta a cena para um Ben mais jovem, empurrando uma menininha no balanço. “De novo, papai”, pede ela. Nisso, Richard Alpert chega, dizendo que o submarino vai partir.
- Ben vai até o pier, em que vê Charles Widmore escoltado por dois homens armados. Eles discutem. “Não aja como se eu quisesse isso. Você que fez isso a si”, diz Ben. WIdmore: “Tem certeza de que você quer fazer isso, Benjamin?”. Ben: “Você saiu da ilha regularmente, teve uma filha com alguém lá fora. Você quebrou as regras”. Widmore: “E o que o leva a querer tomar o que é meu?”. Ben: “Eu não serei egoísta. Eu sacrificarei o que for para proteger essa ilha”. Widmore: “Você não sacrificará Alex”. Ben: “Você é que a queria morta, Charles, e não a ilha”. E Widmore, finalmente: “Espero que esteja certo, Benjamin, porque se a ilha quiser que ela esteja morta, ela estará; e um dia, você estará aonde estou. Você será aquele a ser banido; e você perceberá que não pode lutar contra o inevitável”, diz, completando que estará vigiando o pai de Alex.
- Corta a cena, e temos Ben saindo de casa, com Sun na varanda. “Aonde está John?”, pergunta o Outro, e a coreana responde: “Ele disse que tinha algo a fazer”, e que não perguntou a ele o que era. Sun então comenta que Jack deve ter mentido sobre a morte de John, pois esta é a única explicação, mas Ben nega. Ela ainda tenta argumentar, mas ele se aproxima, garantindo: “Eu tenho certeza”.
“Então você sabia que isso aconteceria com Locke se o trouxessem de volta?”, pergunta Sun; e Ben afirma que já viu a ilha fazer coisas incríveis, mas nada comparado ao que aconteceu com o careca. “Eu já vi essa ilha fazer milagres, curar os mortos, mas nunca algo desse tipo. Morto é morto. Você não volta desse estado, nem mesmo aqui. Então, o fato de ver John Locke andando por aí me apavora”, afirma. Nisso, eles ouvem um barulho na mata.
“Você deve entrar em casa, pois o que está prestes a sair desta floresta é algo que não posso controlar”, adverte Ben. Sun se levanta, mas logo eles ouvem o barulho novamente, e quem sai da mata é Locke, perguntando se Ben teve sorte. “Não apareceu ainda”, afirma o Outro. Locke sugere então que eles vão até o monstro, mas Ben pondera: “Não funciona assim. Eu só sei invocá-lo. Eu não sei o que realmente é”. E Locke: “Eu sei”.
- Ao preparar uma tocha, Locke diz a Sun que também acha estranho tudo aquilo, mas garante que é o mesmo de sempre. Ben se aproxima, e os três partem.
- Corta a cena para um flashback. Caminhando em uma marina, Ben liga para Widmore. Ele diz que voltará à ilha, mas o magnata diz que o local não deixará que isso aconteça, pois há vinte anos ele tenta fazer isso. “Eu vou realizar o que você não conseguiu, logo depois de fazer uma coisa: matar sua filha”, afirma, observando de perto Penny no barco dela e de Desmond.
“Não ouse fazer isso”, diz Widmore, mas Ben se despede, desligando e caminhando.
- Mais um corte, e lá estão Ben, Locke e Sun na mata. O Outro quer saber como Locke sabe para onde está indo, e o careca afirma que Ben está incomodado por ter perguntas para as quais não tem respostas, seguindo alguém por onde for. “Não, não gosto”, concorda Ben. “Agora você sabe como era ser eu”, diz o caçador. E eles seguem.
Ben diz: “Acho que sei aonde você está me levando: para o mesmo lugar em que me trouxeram quando era criança. Onde a ilha me curou”. Eles então chegam ao local que abriga o monstro, e Locke comenta: “Espere que ela seja generosa por agora”. “O que é isso?”, pergunta Sun, ao ver a construção. E Ben: “É o portal de nosso Templo, construído para impedir que pessoas como vocês o vissem”.
Locke então avisa: “Nós não vamos para seu templo, Ben”. E, olhando para o buraco sob ele, diz: “Vamos para baixo dele”. Sem esconder temor, Ben concorda, mas diz a Sun: “Te peço um favor: se você sair desta ilha, diga a Desmond que sinto muito”. Ela quer saber por que pedir desculpas ao brotha, e o Outro diz: “Ele saberá o motivo”. Ben, então, entra no buraco, seguido por Locke.
- Fora da ilha, de volta à marina. Ben caminha em direção ao barco em que Penny está. Perto dele, em um carro, Desmond o vê e pergunta o que está fazendo ali. Ben atira nele, acertando-o no braço. Alarmada, Penny grita para Desmond, mas Ben a manda ficar quieta, apontando a arma para ela. Ele se apresenta, pede desculpas por envolvê-la no tumulto, explica que Widmore matou sua filha e que está ali por isso. E quando ele está prestes a atirar nela, surge Charlie, o filho da loira e de Des, chamando por sua mãe.
Penny o manda entrar no barco. O menino insiste em sair, e ela repete a ordem, desta vez atendida. Aparentemente sensibilizado, Ben abaixa arma; e subitamente, surge Desmond, o empurrando e caindo com ele no cais. Eles brigam, Desmond derruba a arma de Ben no mar e dá uma surra no Outro, o jogando n’água.
- De volta à ilha, vemos Lapidus chegando à ilha da Hydra. Um sobrevivente do voo 316 vai até ele, dizendo que Ilana e os demais acharam armas. “Eles disseram que estão no comando agora”, diz o homem.
O piloto vai até Ilana, que o rende, perguntando: “O que se esconde na sombra da estátua?”. Lapidus diz não entender, e um homem ao lado dela o manda responder a pergunta. Ele diz não ter ideia, e ela dá uma coronhada nele, que cai. “Pegue os outros, diga que chegou a hora e o amarre”, ordena Ilana a seu companheiro, que atende. Ela ainda diz que Lapidus irá com eles.
Longe dali, Locke e Ben acendem tochas no subterrâneo do Templo e seguem caminho. Ben comenta que Locke estava certo sobre o motivo do julgamento. “Me deram uma escolha: ou eu saía com eles, ou minha filha morria. Tudo o que tinha que fazer era sair da casa e ir com eles. Então, você estava certo. John, eu matei Alex, e agora tenho que responder por isso”, diz Ben, agradecendo ao caçador por ter mostrado o caminho para ele, mas que dali em diante ele segue sozinho. Locke concorda.
“Te encontro do lado de fora, se viver”, grita Ben, caindo em seguida em um buraco que se abre no piso que se quebra com seu peso. Locke vai ao buraco e observa Ben, caído. O careca diz que vai tentar achar algo para tirá-lo dali, e parte, sem ouvir Ben pedindo para que espere.
Ben então ouve o barulho do vento, levanta e caminha. Nas pilastras do local há hieróglifos, e a construção parece um sarcófago, ou o interior de uma pirâmide. Ben olha para as paredes, espantado, até chegar a uma espécie de altar, em que vemos um painel talhado na rocha, com o que parece ser um deus egípcio diante de uma cobra. Logo, ouve-se o barulho do monstro de fumaça. No chão, vemos uma rocha com vários furos,e Ben olha para ela.
Logo, sua tocha se apaga, e vemos o monstro de fumaça sair dos furos da pedra. Aos poucos, a fumaça vai cercando Ben, e sua “cabeça” atravessa a dele, para depois envolvê-lo. Ben vê e ouve, projetadas no monstro, cenas de sua vida: o momento em que ele levou Alex bebê a Charles Widmore; ele, empurrando Alex no balanço; Alex adolescente, dizendo que o odiava e perguntando se as pessoas do cargueiro eram mais perigosas do que ele; ela, rendida por Keamy, chorando; ele, dizendo a Keamy que Alex não era a sua filha, e o mercenário a matando. Ben está visivelmente emocionado.
De repente, o monstro começa a retornar aos buracos de onde saiu, e a tocha de Ben se reacende. “Papai?”, diz uma voz a ele, que se vira e vê Alex. Ele pede desculpas a ela, dizendo que foi tudo culpa dele. “Eu sei”, diz ela, que instantes depois o empurra contra a parede e o avisa: “Eu também sei que você tentou matar John Locke. Portanto, se você encostar nele, eu vou te caçar e te destruir. Você vai ouvir cada coisa que John Locke disser e seguir todas as suas ordens. Entendeu?”.
Ben concorda,balançando a cabeça, mas Alex o manda dizer. “Eu o seguirei. Eu juro”, diz Ben. Ela o força contra a parede, o largando; e ouvimos de novo o barulho do vento. Logo, Ben abre os olhos, quase chorando, e ela se foi. Instantes depois, Locke grita por ele, estendendo um cipó para baixo do buraco.
Espantado, Ben olha para ele. “O que aconteceu?”, pergunta o careca. “Ele me deixou viver”, responde o Outro, ainda embasbacado, olhando fixamente para Locke.
Fonte: Lost In Lost - Por Carlos Alexandre Monteiro
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